'Bonequeiro mirim': apaixonado pelos bonecos gigantes de Olinda, menino de 3 anos desfila com miniatura do Homem da Meia-Noite

Aos três anos, menino descobre amor pelos bonecos gigantes do carnaval de Olinda Com apenas 3 anos, o pequeno Matheus Paiva ainda não tem muitos carnavais na ...

'Bonequeiro mirim': apaixonado pelos bonecos gigantes de Olinda, menino de 3 anos desfila com miniatura do Homem da Meia-Noite
'Bonequeiro mirim': apaixonado pelos bonecos gigantes de Olinda, menino de 3 anos desfila com miniatura do Homem da Meia-Noite (Foto: Reprodução)

Aos três anos, menino descobre amor pelos bonecos gigantes do carnaval de Olinda Com apenas 3 anos, o pequeno Matheus Paiva ainda não tem muitos carnavais na memória. Mesmo assim, já descobriu o amor por um dos maiores símbolos da folia de Olinda: os bonecos gigantes. Morador do Sítio Histórico, principal polo da festa olindense, ele desfila pelas ruas carregando um Homem da Meia-Noite em miniatura (veja vídeo acima). "Eu fico 'bestinho' quando os bonecos passam porque os bonecos são mais legais. [...] O que eu mais gosto é do Homem da Meia-Noite. Quando ele passa, eu fico mais 'bestinho'", disse. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Moradora do Sítio Histórico da cidade, onde as alegorias desfilam todos os anos no carnaval, a avó da criança, Andira Marques do Nascimento, contou à TV Globo que a reação do neto ao ver um gigante é imediata. Ele se emociona sempre que vê os personagens passarem em frente à casa onde mora. "Ele fica muito emocionado, chega a se tremer, eu fico até com medo. 'Ai, vovó, é muito lindo!'. Ele pede confete e fica na grade", conta. Por conta do fascínio que tem pelos grandalhões cheios de colorido, Matheus ganhou da avó e dos pais dois bonecos mirins, figuras iguais aos gigantes, mas de proporções menores. Um deles era de um primo mais velho. O outro é um "Calunguinha", como é chamada a miniatura do Homem da Meia-Noite, um dos mais tradicionais do carnaval pernambucano. "Estava guardado [o boneco] lá, triste, porque meu neto tem 30 anos. Aí foi quando Túlio [filho de Silvio Botelho, um dos bonequeiros mais famosos de Olinda] tirou lá da laje e ele [Matheus] disse: 'é maneirinho, vovó, dá para eu carregar'", contou a avó. Antes disso, segundo Andira, o menino improvisava e colocava uma cadeira de plástico no ombro, simulando o suporte usado pelos bonequeiros. Essa paixão fez o menino ir ao ateliê de Silvio Botelho, um dos principais artistas plásticos responsáveia por fazer muitos dos gigantes que desfilam no carnaval. "Ele vem todo dia visitar os bonecos, conhece todos, conhece as histórias, e quer fazer que nem os adultos, é uma criança especial, é muito massa! e o futuro de amanhã depende deles", disse Silvio. O segundo boneco, o "Calunguinha", foi comprado pelos pais por incentivo da avó, que os convenceu a alimentar a paixão do menino. "Ele gosta de assistir ao desfile dos bonecos, Homem da Meia-Noite... Diz: 'mãe, bota a saída do Homem da Meia-Noite". Alceu Valença é outra paixão grandiosa dele. Ele sabe todas as músicas. Então, ele realmente não é uma criança de assistir super-herói", contou a mãe, a advogada Gislayne Paiva. Segundo Gislayne, manter a tradição tem um custo, mas vale o esforço diante do encantamento do filho. "A gente sabe que essas coisas têm um custo elevado, mas ela [Andira] me incentivou bastante. Depois disso, eu vi que realmente virou uma paixão no coração dele [Matheus] e, sempre que tem um bloquinho, eu levo", contou Gislayne. Matheus Paiva, de três anos, é apaixonado pelos bonecos gigantes de Olinda Reprodução/TV Globo Bonequeiros O trabalho de quem carrega aos bonecos gigantes também ganhou destaque fora do carnaval. O artista visual André Nomes usou o grafite para retratar a arte dos bonequeiros, responsáveis por sustentar e movimentar os personagens durante os desfiles. A homenagem ganhou forma em um mural de cerca de 20 metros grafitado na Casa do Cachorro Preto, na Rua 13 de Maio, no Sítio Histórico de Olinda. A obra mostra Carlos da Burra, considerado um dos mais antigos manipuladores de bonecos gigantes da cidade. "O grafite sempre me ensinou a reivindicar meus direitos, buscar pessoas que às vezes estão invisibilizadas no carnaval, nos bastidores. O meu recorte é que muitos foliões às vezes observam o boneco em si, o encantamento que o boneco tem, e poucas pessoas observam quem coloca o corpo para que ele exista", afirmou. Mural do artista visual André Nomes em homenagem ao bonequeiro Carlos da Burra, em Olinda Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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