Caso Heloysa: vai a júri popular PM acusado pela morte de menina que brincava no terraço de casa em Porto de Galinhas

Heloysa Gabrielly, de 6 anos, foi morta no terraço de casa durante investida da PM em Porto de Galinhas Reprodução/WhatsApp A Justiça decidiu que o cabo da ...

Caso Heloysa: vai a júri popular PM acusado pela morte de menina que brincava no terraço de casa em Porto de Galinhas
Caso Heloysa: vai a júri popular PM acusado pela morte de menina que brincava no terraço de casa em Porto de Galinhas (Foto: Reprodução)

Heloysa Gabrielly, de 6 anos, foi morta no terraço de casa durante investida da PM em Porto de Galinhas Reprodução/WhatsApp A Justiça decidiu que o cabo da Polícia Militar Diego Felipe de França Silva deverá ir a júri pela morte da menina Heloysa Gabrielle, de 6 anos, baleada em Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco. A garota estava brincando no terraço da casa da avó quando foi baleada pelo militar, que, segundo testemunhas, chegou atirando ao local. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (11) pela Vara Regional do Tribunal do Júri do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca. Esse tipo de decisão é chamado de sentença de pronúncia e significa que o juiz entendeu que existem indícios suficientes para que o caso seja analisado por um júri popular, formado por cidadãos. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O caso aconteceu em 2022 e, desde então, Diego Felipe responde ao processo em liberdade. Ele integrava um grupamento do Batalhão Policial de Operações Especiais (Bope). Moradores disseram, desde o início, que eles chegaram atirando à comunidade de Salinas. A Polícia Militar informou, inicialmente, que houve troca de tiros com um criminoso. Depois, veio à tona um vídeo em que o homem é perseguido pela equipe momentos antes da morte de Heloysa. Dois meses depois, ele foi morto numa abordagem da PM, com mais duas pessoas. MPPE denuncia por homicídio PM responsável por disparo que matou Heloysa, em Ipojuca Em agosto de 2022, o Ministério Público denunciou Diego Felipe de Franca Silva à Justiça (veja vídeo abaixo). Agora, caberá ao Tribunal do Júri decidir se o policial é culpado ou inocente pelo crime. Ele é acusado de homicídio qualificado, por usar um meio que poderia colocar outras pessoas em risco. A acusação também aponta erro na execução, que acontece quando alguém tenta atingir uma pessoa, mas acaba ferindo ou matando outra. A defesa do policial ainda pode recorrer da decisão e o júri só será marcado quando não houver mais possibilidade de recurso contra essa etapa do processo. A decisão do TJPE também mantém a liberdade provisória do réu. Entretanto, ele precisa cumprir algumas medidas cautelares, como: não manter contato com testemunhas nem com familiares da vítima; manter endereço e telefone atualizados; comparecer sempre que for chamado pela Justiça. Relembre o caso A menina Heloyse Gabrielle foi baleada no dia 30 de março de 2022, na comunidade de Salinas, em Porto de Galinhas, distrito de Ipojuca. Ela estava brincando no terraço da casa da avó quando foi atingida por um tiro durante uma ação policial na região. Na época, moradores afirmaram que policiais chegaram atirando na comunidade. A Polícia Militar disse que houve troca de tiros com suspeitos. O caso teve grande repercussão e gerou protestos em Porto de Galinhas. Organizações de direitos humanos também denunciaram episódios de violência policial na região a organismos internacionais. O Ministério Público denunciou o policial em setembro de 2022. Agora, com a decisão da Justiça, o caso seguirá para julgamento no Tribunal do Júri. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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