Pernambuco tem ao menos 233 orelhões em 78 cidades; veja mapa com número de aparelhos em cada local

Pernambuco tem, ao menos, 233 orelhões em 78 cidades, segunda a Anatel A era dos orelhões, cabines telefônicas bastante populares no Brasil até a chegada do...

Pernambuco tem ao menos 233 orelhões em 78 cidades; veja mapa com número de aparelhos em cada local
Pernambuco tem ao menos 233 orelhões em 78 cidades; veja mapa com número de aparelhos em cada local (Foto: Reprodução)

Pernambuco tem, ao menos, 233 orelhões em 78 cidades, segunda a Anatel A era dos orelhões, cabines telefônicas bastante populares no Brasil até a chegada dos smartphones, vai acabar a partir deste mês. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os 38 mil aparelhos que ainda existem no país serão retirados das ruas até 2028. Quase metade dos 184 municípios de Pernambuco ainda têm telefones públicos que funcionam com ficha. Conforme os dados da agência reguladora, há, ao menos, 233 cabines em 78 cidades, o que corresponde a 42% do total (veja no mapa abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo a Anatel, a retirada se dará por etapas. Primeiro, serão removidas as carcaças e as cabines desativadas, que são cerca de 4 mil. Nos locais onde não há sinal de celular disponível, os orelhões serão mantidos por mais tempo, mas só até o fim do prazo estabelecido pelo governo. A ideia é que as empresas de telefonia parem de manter as cabines e passem a investir mais na expansão da rede móvel. Segundo o levantamento da Anatel, o município pernambucano que tem o maior número de orelhões é Petrolina, no Sertão, com 17 aparelhos. Em segundo lugar, vem Exu, também no Sertão, com dez cabines. Veja, no mapa, quantos existem no lugar onde você mora: Quantos orelhões existem em sua cidade? Como surgiu o orelhão Criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, o orelhão surgiu em 1971. Inicialmente, o aparelho tinha outros nomes, como Chu I e Tulipa. Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China. O formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegendo quem falava do barulho externo. Durante décadas, os orelhões foram fundamentais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000. Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa, fazendo muita gente esperar até cair a ficha para completar a ligação — principalmente, após ouvir o clássico "chamada a cobrar". Recentemente, a cabine telefônica voltou a ganhar evidência entre as gerações mais jovens ao aparecer no cartaz do filme "O Agente Secreto", película gravada no Recife que venceu dois prêmios no Globo de Ouro, incluindo Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Melhor Ator. Orelhão, em imagem de arquivo Enzo Mingroni/g1 VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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