Especialista aponta diferenças em incidentes com tubarões em Fernando de Noronha e Olinda

Especialista aponta diferença em incidentes com tubarões em Noronha e Olinda O engenheiro de pesca Léo Veras, pesquisador de tubarões há mais de 30 anos em...

Especialista aponta diferenças em incidentes com tubarões em Fernando de Noronha e Olinda
Especialista aponta diferenças em incidentes com tubarões em Fernando de Noronha e Olinda (Foto: Reprodução)

Especialista aponta diferença em incidentes com tubarões em Noronha e Olinda O engenheiro de pesca Léo Veras, pesquisador de tubarões há mais de 30 anos em Fernando de Noronha, analisou as diferenças entre dois incidentes recentes com tubarões em Pernambuco: um em Olinda e outro em Noronha (veja vídeo acima). No início do mês, a turista Tayane Dalazen foi mordida por um tubarão em Fernando de Noronha e teve ferimentos leves. Já na quinta-feira (29), o adolescente Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, morreu após ser mordido na coxa na Praia Del Chifre, em Olinda. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit), a espécie responsável pela morte do adolescente foi o tubarão-cabeça-chata. Já a visitante da ilha foi mordida por um tubarão-lixa. De acordo com Léo Veras, o tipo de dentição do animal é determinante para a gravidade do ferimento. “O tubarão-lixa tem dentes muito pequenos, que funcionam como uma placa. A mandíbula é feita para sucção, e não para arrancar pedaços. Já o tubarão-cabeça-chata tem dentes fortes, próprios para rasgar e cortar”, explicou o pesquisador. Léo Veras mostra a arcada de um tubarão-cabeça-chata Ana Clara Marinho/TV Globo O pesquisador também contou que a identificação da espécie é feita a partir da análise das marcas deixadas pelos dentes. “As marcas dos dentes funcionam como uma impressão digital, principalmente quando atingem os ossos. Elas deixam cicatrizes permanentes que permitem a identificação da espécie”, afirmou. LEIA TAMBÉM: 'Tubarão-lixa é espécie tranquila', diz pesquisadora após turista ser mordida em Fernando de Noronha Praia Del Chifre concentra todos os ataques de tubarão notificados em Olinda Agressividade Léo Veras destacou ainda o comportamento agressivo do tubarão-cabeça-chata. Segundo ele, essa é uma das espécies mais agressivas conhecidas e costuma frequentar regiões estuarinas e costeiras. “A área de arrebentação é usada para caça. O mar agitado facilita a aproximação da presa e permite ataques rápidos”, disse. Del Chifre O pesquisador também analisou a Praia Del Chifre, local do ataque. Segundo Veras, a praia fica ao norte do Rio Capibaribe, e a corrente leva a água do rio em direção ao mar. “Isso deixa a água do mar muito turva e cheia de detritos. Os tubarões-cabeça-chata usam a área como se fosse uma extensão do estuário do Capibaribe”, explicou. Léo Veras afirmou que a Praia Del Chifre é uma área de alimentação para os tubarões. “Os tubarões se aproximam dessas áreas próximas ao estuário em busca de alimento. O rio carrega animais mortos e material orgânico. Tudo isso acaba chegando à Praia Del Chifre. Por isso, não se deve tomar banho nem praticar esportes naquela região”, alertou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias M

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